SACHARUK - VERMELHO Full - poesia falada spoken word

  Wasil Sacharuk em uma Jornada de Memórias e Mitos

Você já sentiu que sua memória é um cesto de enlaces, misturando sonhos de chocolate e versos rasgados? No vídeo mais recente de Wasil Sacharuk, somos levados a uma viagem sem filtros pelos nossos depósitos emocionais.

Wasil nos lembra que, às vezes, é preciso ser "antropófago" de si mesmo para sobreviver à noite solitária dos nossos mitos. Uma performance que transborda ritmo e verdade.

A suíte poética que atravessa diferentes estados emocionais. Começa com um mergulho introspectivo em memórias bloqueadas ("Andei vasculhando as gavetas"), evoluindo para uma reinterpretação transgressora de mitos clássicos, como a "Capuchinho" (Chapeuzinho Vermelho), onde a inocência é tingida de pecado e desejo. 

Os temas centrais orbitam a dualidade entre a solidão e a liberdade, a dor da exaustão e a esperança de um "novo amor". Sacharuk utiliza a metáfora da antropofagia para descrever a sobrevivência emocional — uma "alquimia dos elementos" que transforma chagas em cicatrizes.

A reinterpretação que ele faz do mito da "Capuchinho" é de arrepiar, trazendo à tona a "vã inocência" e os desejos que habitam o escuro das florestas — e das nossas mentes. É um convite para entender o saldo dos nossos próprios estragos.

"Andei vasculhando as gavetas. Memórias de fatos bloqueados, de tsunamis, naufrágios e tormentas."

"Vermelho era o pecado tingido na vã inocência."

"Estou assim tão só enquanto ela dorme. Vivo assim tão só quando ela é livre."

"Imitas o som, o som das coisas, o som dos lugares, o som do coração das criaturas."

"Antropófaga, bebe um copo de sangue, insensata devora os próprios músculos."

Vale assistir a esta obra pela coragem de Wasil em expor as "gavetas" que a maioria de nós prefere manter trancadas. É uma experiência sensorial que desafia o espectador a confrontar seus próprios "saldos de estragos" e encontrar beleza na crueza da existência.

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