completamente lua 🌔
Wasil Sacharuk (1967-2026) recusou o refúgio da lírica ornamental, construiu uma linguagem brutal: sangue, gesso, mármore, ferro, sal, vísceras. Na sua obra, a morte não é abstração, mas de lucidez cruel e aceitação estoica. Um confronto honesto com a finitude. O amor foi descrito com intervenções profundas e por vezes violentas. Tensão entre posse e liberdade. Sacharuk recusou a fé institucionalizada para situar o divino numa espiritualidade telúrica.
completamente lua
algoritmo
🤯 ALGORITMO DA ALMA: Será que alguém nos conhece de verdade? 🤯
Em uma era dominada por algoritmos que tentam nos decifrar, o poeta Wasil Sacharuk nos brinda com um poema que nos convida a uma reflexão profunda e, ao mesmo tempo, libertadora: "algoritmo".
Ele nos lembra que, por trás da face que mostramos ao mundo, existe um universo inteiro de:
| ✨ "intentos" |
|---|
✨ "coisas que eu penso, coisas que eu sinto" ✨ "artefatos que jamais serão usados" ✨ "minha prece ao oceano em silêncio desvelado"
O que realmente nos move? Quais são os saraus da nossa alma, os rios de lágrimas invisíveis, os medos cimentados nas paredes internas?
Cada um de nós é um sistema complexo, guiado por um "algoritmo d'alma" único e intransferível. Ninguém pode realmente "flagrar nuas" nossas musas ou entender os "subterfúgios da mente". E talvez essa seja a beleza maior: a nossa essência, a nossa verdade mais profunda, reside nesse espaço sagrado e intocável. 💫
Qual parte do seu "algoritmo d'alma" você sente que é a mais secreta e poderosa? Compartilhe nos comentários! 👇
#WasilSacharuk #AlgoritmoDaAlma #PoesiaQueConecta #MundoInterior #LiteraturaBrasileira #Reflexao #Sentimentos #EssenciaHumana #ArteDeSentir #PoesiaContemporanea #Autoconhecimento
passava e pensava
passava e pensava
hiato iluminado
hiato iluminado
Fecharia meus olhos
Enquanto meu tato
Colorisse teu universo;
Haveriam contornos
Assimétricos abstratos
Ritmando meus versos
Olhos fechados
Salvaguardados mistérios
Olharia encantado
Linces olhos etéreos
Hiato iluminado
Olharia teus olhos
Seduzindo meus versos
wasil sacharuk
corrupio
corrupio
bromato
bromato
a ostentar a alva pele de cordeiro
quiçá limparei os pecados do mundo
da massa fermentada serei padeiro
espírito servido ao café da manhã
que sacia o amor no estilo caseiro
com hóstias, brioches e croissants
o divino calor que emana do cheiro
da casquinha crocante da eucaristia
vou sovar cereal com força e poesia
terei água e sal em plena comunhão
na mistura de letras dessa ladainha
o bromato se eleva sutil na farinha
engendra o milagre da multiplicação
alavanca
alavanca as asas
alma aberta
assemelhada
a astuta ave
afugenta!
as algias atemporais
arfantes a
ssombrosas
alternam arghs
alternam ais
aparta!
acabrunha a asinha
abaixando as abas
assustadas
altiva
aparta
aposenta analgésicos
aspirinas
apoios abalizadores
ardentes assustadores
a atmosfera abafadiça
alto!
abaixa as armas
assegura a alma
alçada ao amor
arriscado?
aceita!
apenas abre as asas!
perséfone diva
perséfone diva
linda dama enfeitada ♀️
doce perséfone diva
exibe frutos maduros
sinuosidades renascentistas
sob as madeixas cascatas
sonha o conto de fadas
o príncipe sabe de nada
o dragão é o protagonista 🐲
wasil sacharuk
pequeno
pequeno
asa quebrada
SACHARUK - ASA QUEBRADA Full - poesia falada spoken word
SACHARUK - ASA QUEBRADA
Wasil Sacharuk entre o Sagrado e o Profano
Uma jornada sensorial onde a voz se torna o fio condutor de uma mitologia pessoal, cruzando o tempo, a devoção e as sombras do Hades.
As performances exploram a condição humana em suas múltiplas facetas. Desde a "retirada do poeta" , em Asas quebradas— uma reflexão sobre a invisibilidade e a busca pela paz — até a complexidade do amor em "pequeno", onde o eu lírico se assume como um "velho demônio soberano do Hades". A obra de Wasil Sacharuk transita entre extremos.
A figura de Perséfone surge como uma musa renascentista, subvertendo o papel do herói ao colocar o "dragão como protagonista".
Em um dos momentos mais fortes, a poesia se funde ao ofício do padeiro, transformando o trigo e o suor na própria eucaristia da vida.
"Se algum desses dias qualquer distinto poeta se bater em retirada, que ninguém se preocupe. Não é mais que nada quando há coisas mais evidentemente importantes com o que se ocupar."
"Tudo é tão pequeno se te amo tão vasto."
"O príncipe sabe de nada. O dragão é o protagonista."
"A segurar a alma alçada ao amor arriscado, aceita. Apenas abre asas."
"Da casquinha crocante da Eucaristia. Vou sovar cereal. Com força e poesia terei água e sal em plena comunhão."
"O tempo, sempre o tempo. Rodas espirais, agruras de vento... Depois chora ruínas no jazigo dos lamentos."
Vale a oportunidade de ver a língua portuguesa ser moldada com tamanha plasticidade e emoção, lembrando-nos de que a poesia não é apenas texto, mas um sopro vital que alavanca asas. É Spoken Word em sua essência: ritmo, alma e entrega.
"A segurar a alma alçada ao amor arriscado, aceita. Apenas abre asas." 🕊️
#WasilSacharuk #SpokenWord #PoesiaFalada #LiteraturaBrasileira #ArteEcultura #PoesiaViva #VastoAmor #PerformancePoetica #Versos #Cultura #Poesia #SpokenWordBrasil #Cultura #Reflexão #Literatura #Arte #PoesiaFalada #EscritoresBrasileiros #FilosofiaEPoesia
lagarto de fogo
lagarto de fogo
evita saber o mistériodas chamas que ardem
no meu império
não desafia aos exércitos
atenta ao pleno domínio
das legiões invisíveis
tenho três cabeças
de naturezas indivisíveis
são rendições à beleza
conduzirão-te rasteira
ao inferno das posses
e minhas pernas fortes
montarão as carapaças
de venenosos escorpiões
aos que me servem
sou desígnio da verve
da farta colheita
da grata vitória
da morte aos inimigos
rasgarei-te os pulsos
verterei do sangue
a mim consagrado
com felinas garras
e um lagarto de fogo
deslizará em teu corpo
a devorar sem amarras
e logo te curvará
wasil sacharuk
luz de amizade
de tanto voar
de tanto voar
nereida de gesso
nereida de gesso
meus demônios
fui princesa
fui princesa
tsunami
tsunami
vagalumando
vagalumando
habitas a penumbra
dos subterrâneos
de costas ao sol
sequer olhas para fora
porisso não vês
vagalumando no céu
as luzinhas piscantes
espocando pela orla
wasil sacharuk
chuva no quintal
chuva no quintal (meu novo mundo abissal)
choramos cristais e neblina
já não haviam gnomos
somente uma fome de paz
rondando o gramado do quintal
quiçá não houvesse sentido
em descansar sobre o húmus
e querer entregar minha sina
a um tolo lamento cabal
me vi finalmente rendido
enquanto esperava o escuro
só queria fechar a retina
para não ver nunca mais
meu novo mundo abissal
alma lua
alma lua
a noite é companhia
logo não ando sol
a alma lua
wasil sacharuk
cascatas de cachos graúna
cascatas de cachos graúna
colírio
colírio (vagalume)
se queres ver poesia
cata um pingo da próxima chuva
numa garrafinha de vidro
deixa lá
luzindo tal vagalume
sob o luar
logo após
verte gotinhas faiscantes
sobre a secura do teu olhar
wasil sacharuk
SACHARUK - ALMA LUA Full - spoken word poesia falada
SACHARUK - ALMA LUA
ALMA LUA, com poemas de Wasil Sacharuk, não é apenas uma leitura de versos; mas um convite a um mergulho sensorial onde a palavra falada se funde à musicalidade para explorar as profundezas da alma humana. Em uma sequência de seis poemas, o autor nos conduz por um arco dramático que vai da contemplação delicada da natureza ao confronto abissal com a própria existência.
"Se queres ver poesia, cata um pingo da próxima chuva numa garrafinha de vidro". Aqui, Sacharuk estabelece a tese de que a poesia não está no extraordinário, mas na capacidade de filtrar a luz através da "secura do olhar". A performance, marcada por entonações pausadas e um fundo musical onírico, reforça essa atmosfera de descoberta.
Em "Cascatas cachos graúna", a poesia ganha corpo e sensualidade. O autor utiliza metáforas geográficas — bancos de areia, dunas, cascatas — para descrever o corpo amado. A tese central deste trecho é a desmaterialização do ser no ato poético: "o que mais gosto (...) é quando minha amada se despe em poesia".
O ponto de virada ocorre com "Chuva no quintal". O tom solar dá lugar a uma melancolia profunda. A ausência dos gnomos simboliza o fim do encantamento infantil e a chegada de um "novo mundo abissal". Há uma "fome de paz" que transparece na interpretação quase suplicante . É o momento mais humano da obra, onde o "entardecer chora cristais e neblina".
Wasil Sacharuk habita a penumbra dos subterrâneos e a luz do sol com a mesma intensidade. Vale assistir para entender como a poesia pode ser, ao mesmo tempo, um refúgio contra o "mundo absurdo" e um tsunami que nos liberta da prisão das certezas.
#Poesia #WasilSacharuk #LiteraturaBrasileira #SpokenWord #Arte #AnaliseLiteraria #Cultura #PoesiaFalada #Sentimentos #EscritaCriativa #Vagalume #MundoAbissal #Arte #SpokenWord #AnalisePoetica #CulturaBrasileira #Poemas #Reflexão #VidaEArte #GnomosNoQuintal #PoesiaViva
feridas
feridas
não vertas
o azeite fervente
sobre tuas feridas
se a dor
elas se curam sozinhas
num afago consciente
depuradas com carinho
wasil sacharuk
infernos que jorram de ti
infernos que jorram de ti
heresia
heresia
estranha florista
estranha florista
garça
garça
poisas para mim
em meus castelos jardins
tuas virtudes tão plácidas
diluídas nas curvas
e plasmadas nas sombras
com luzes cálidas
e tu riscas serpentes
sob o céu de penumbra
da minha mente esquálida
que perdida em escusas
e fogueiras folclóricas
verte a verve das musas
encharcada de vodka
sabes bailar graciosa
sabes voar ousadias
com tuas asas largas
pois eu sei ver a poesia
numa garça
estabanada
wasil sacharuk
a alma com calma
a alma com calma
canto baixinho
sussurrando
amarro os sapatos
mas não ando
parei o relógio
num segundo
fazendo bolinhas
do que é grande
a alma com calma
quer que eu cante
ando calminho
acalmando
andando de lado
vagueando
trouxe o ilusório
pro meu mundo
fazendo a vidinha
doce instante
a alma com calma
quer que eu cante
santo cantinho
vou queimando
eu ando baseado
enrolando
sou um notório
viramundo
eis a vida minha
relevante
a alma com calma
quer que eu cante
wasil sacharuk
SACHARUK - HERESIA Full - poesia falada spoken word
SACHARUK - HERESIA
Em um mundo saturado de ruídos, o poeta Wasil Sacharuk utiliza o silêncio e a modulação vocal como ferramentas de construção em seu mais recente compilado de spoken word. Mais do que uma leitura, o vídeo é uma experiência sensorial onde a técnica de voz e a composição cênica elevam o texto literário ao status de performance teatral.
O vídeo apresenta uma sequência de poemas que transitam entre o existencialismo, a crítica social e a contemplação da natureza. Entre as obras destacam-se "Alma com Calma", "A Estranha Florista" e "Heresia". Wasil habita cada verso, transformando temas complexos como a busca pela essência e a dor humana em narrativas palpáveis e envolventes.
O cenário, embora minimalista, atua como um quadro que emoldura a presença do poeta.. Essa sobriedade cênica reforça a proposta do spoken word: a palavra é a protagonista absoluta, e o ambiente serve para amplificar sua ressonância emocional.
"A alma com calma quer que eu cante." (Trecho do poema Alma com Calma)
"Pois eu sei ver a poesia numa garça estabanada." (Trecho do poema Garça Estabanada)
"E só ela percebe quando a rosa calada chora suas feridas." (Trecho do poema A Estranha Florista)
"Pois prefiro a heresia em vez da guerra fria." (Trecho do poema Heresia)
"Que persiga as luzes na vida, riscando rumo num traço de fatal poesia." (Trecho do poema Fatal Poesia)
Vale assistir a esta performance não apenas pelo conteúdo literário de alta qualidade, mas para observar como a técnica de interpretação pode ressignificar um texto. Wasil Sacharuk prova que a poesia, quando bem dita, é uma força viva capaz de provocar catarse e reflexão profunda no público geral.
HERESIA revela um poeta que domina as pausas e os sussurros, transformando versos em confissões. Como ele mesmo diz no vídeo: "A alma com calma quer que eu cante". É impossível não se emocionar com a entrega em poemas como "A Estranha Florista", onde "só ela percebe quando a rosa calada chora suas feridas".
#PoesiaFalada #WasilSacharuk #Cultura #Arte #SpokenWord #LiteraturaBrasileira #Performance #Poesia #VozECenário #ResenhaCultural #Poesia #Cultura #ArteEContexto #PerformancePoetica #Voz #Teatro #Literatura #NovosInscritos #DivulgaçãoCultural #PoesiaViva
língua do sol
língua do sol
sakura
sakura
robin
robin
quando a fortuna girou sua roda voei campo afora ave riscada em contornos de luz na moldura noturna
na aurora cantei com o robin e os outros pássaros sobre faixas de asfalto planícies planaltos bati minhas asas pelos mares e praias matas fechadas até janela da tua casa
voei junto aos pássaros carregando nos bicos sementes de sonhos e um punhado das belas palavras
na árvore do parque meu nome escrito à faca
no quarto bailavas vestindo vermelho tão linda ao espelho
voei junto aos pássaros carregando nos bicos sementes de sonhos e um punhado das belas palavras
wasil sacharuk
veneno
veneno
lum ugar
um lugar
quando esse frio for embora
quando essa chuva passar
entre as canecas de café
haverá para nós um lugar
a laguna deitará entre as pedras
e os pássaros voltarão a voar
nos campos das flores eternas
tu correrás para as águas
eu vou pegar uma estrela
para nós haverá um lugar
quando voltar o calor
quando passar essa dor
poderemos de novo andar
pelas sangas e matos
tu correrás para as águas
eu vou pegar uma estrela
tu correrás para as águas
eu vou pegar uma estrela
para nós haverá um lugar
quando passar essa dor
haverá para nós um lugar
wasil sacharuk
cadente
cadente
ela vê toda gente
desorientada
não sabem o valor
de viver por amor
talvez as pessoas
não saibam de nada
é certeza
tão somente
incontestada
fosse eloquente
seria a primeira
mas perde a razão
portanto é besteira
ela troca as palavras
pela língua dos sonhos
cenas perplexas
sons enfadonhos
o mundo lá fora
é outra conversa
é beleza
tão somente
deslumbrante
fosse estação
seria primavera
mas floresce ilusão
portanto é quimera
tão só
ela escreve o roteiro
no oriente das vidas
vislumbra as pegadas
onde vento faz pó
e encobre a estrada
é estrela
tão somente
cintilante
fosse pedra
seria diamante
mas cai na terra
portanto é cadente
wasil sacharuk
SACHARUK - SAKURA Full - poesia falada spoken word
SACHARUK - SAKURA
Você já sentiu que a realidade às vezes é "outra conversa" e que a verdadeira vida acontece na língua dos sonhos? No vídeo mais recente do poeta Wasil Sacharuk, somos convidados a voar junto aos pássaros e a acreditar que, não importa o tamanho do frio ou da dor, sempre haverá um lugar para nós.
É uma performance emocionante que mistura a força do "amor escorpião" com a delicadeza das cerejeiras. Um lembrete de que somos todos um pouco cadentes, um pouco diamantes, mas sempre em busca de florescer com ardor.
Sabe aquele tipo de vídeo que você começa a ver e, de repente, o mundo lá fora parece "outra conversa"? É exatamente essa a sensação ao mergulhar na performance de Wasil Sacharuk nesta coletânea. O poeta nos guia por um labirinto de emoções que vão da desorientação dos sonhos à esperança concreta de um café compartilhado.
SAKURA não é apenas uma leitura; é um roteiro escrito "pela língua dos sonhos". Wasil atravessa diferentes estados de espírito. Começamos com a figura feminina que "troca as palavras" pela imaginação, passamos pela promessa reconfortante de que "haverá para nós um lugar" quando o frio passar, e chegamos à intensidade perigosa do "amor escorpião". É uma obra que fala sobre a transitoriedade — como o desabrochar da Sakura — e a permanência dos sonhos que carregamos no bico, como pássaros em revoada. O tema da esperança é o fio condutor: a certeza de que, após a dor e o inverno, o calor voltará. Wasil usa metáforas da natureza — lagunas, pássaros, flores eternas — para falar de sentimentos humanos universais.
"Ela troca as palavras pela língua dos sonhos."
"Quando esse frio for embora, quando essa chuva passar... haverá para nós um lugar."
"Arriscado inocular parte veneno do meu amor escorpião."
"Voei junto aos pássaros carregando nos bicos sementes de sonhos."
"Eis que o tempo envolve fêmea, flor e cria o espaço das certezas."
#Poesia #WasilSacharuk #LiteraturaBrasileira #PoesiaFalada #Sentimentos #Arte #Cultura #Reflexão #Sonhos #Esperança #Amor #Vida #Poesia #WasilSacharuk #SpokenWord #PoesiaViva #Amor #Esperança #ReflexãoDoDia #Cultura #ArteBrasileira #Poemas #VidaPoetica #CaféEPoesia
xote das belezas
xote das belezas
eu já fui caça
também devassa
fui água benta
fui peçonhenta
fui a Jocasta
fui mulher casta
bruxa e atriz
já fui moralista
fui Messalina
eu já fui vadia
e também fui maria
mas não tenho certeza
wasil sacharuk
sopro de vento
sopro de vento
a vida passa
tão rápida
surfa lépida
nas asas
do tempo
instantânea
intrépida
sopro de vento
mas
a vida passa
tão rápida
nas asas
do tempo
e passa
ainda mais rápida
se o coração
bate lento
wasil sacharuk
ausência
ausência
quo vadis
quo vadis
mágoa que cutuca
mágoa que cutuca
nas cruzadas
por tua rua, a dor
dela bem sei de cor
o caminho
hesita no meu passo
a longa espera
a mágoa que cutuca
é tão crua, amor
espera pra ter de volta
o teu carinho
que da mágoa que cutuca
fez quimera
nas madrugadas
de poesia nua, amor
os pássaros
vez por outra fazem ninho
se a saudade desce a rua
e vai...
quem dera!
wasil sacharuk
macambúzio
SACHARUK - MACAMBÚZIO Full - palavra falada spoken word
SACHARUK - MACAMBÚZIO
MACAMBÚZIO é uma Viagem Pelas Marés Poéticas de Wasil Sacharuk em uma compilação que funde melodia e palavra, o poeta Wasil Sacharuk nos convida a mergulhar em um oceano de emoções onde o tempo, a saudade e a identidade se encontram em uma performance magnética.
O vídeo apresenta uma sequência de poemas e canções que funcionam como capítulos de uma biografia da alma humana. marcada por um ritmo orgânico, onde as pausas e a trilha sonora não são apenas acompanhamentos, mas extensões do sentimento. Há uma cadência quase hipnótica na forma como as palavras "rebrotam mancheias", transformando a audição em uma experiência sensorial. O cenário sonoro, ora melancólico, ora vibrante, reforça a tese de que a vida é um "sopro de vento" que exige um coração pulsante para ser verdadeiramente sentida.
"O sonho morre de fadiga e o tempo tem falta de ar."
"A vida passa ainda mais rápida se o coração bate lento."
"Deixo para trás as ciências exatas... pretendo nada demais, apenas a medida certa."
"Minha verve sangra doente a esperar pela musa ausente."
"Também fui Maria, mas não tenho certeza."
Quando a Palavra se Torna Vento: A Poesia Viva de Wasil Sacharuk
Você já sentiu que o tempo corre mais rápido do que conseguimos respirar? No vídeo mais recente de Wasil Sacharuk, somos confrontados com essa e outras verdades da alma. Através de uma performance emocionante, o poeta nos lembra que "a vida passa ainda mais rápida se o coração bate lento".
É um convite para abandonarmos as "premissas mais chatas" e nos reconectarmos com o que é banal, humano e essencial. Uma obra para ler com os ouvidos e sentir com o peito aberto.
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animalia
animalia
no dia em que te conheci
pulaste como uma foca
desfilaste tal pata
trombaste que nem elefoa
tramaste feito aranha
correste igual a pantera
no dia em que te comi
rebolaste tal cobra
miaste que nem uma gata
rugiste feito leoa
mordeste igual a piranha
gozaste feito uma égua
wasil sacharuk
atávico
atávico
sine qua non
sine qua non
aprioristica razão
das coisas pensáveis
sine qua non
poderia a magia
e as emanações imputáveis
a quem lhes deu causa
wasil sacharuk
quid pro quo
quid pro quo
sideral
sideral
poeta alienígena
dos ares facínoras
habita a nuvem
nave mãe coerente
construída para ti
no feixe de espaço
estranho e distante
em que constelas
ele pode
pincelar falsas telas
fazer pouco caso
tripudiar das escolhas
inverter as letras
travar poesia na prosa
talvez só acredite
na finitude das coisas
na tolice das minhas
na doença das tuas
na perplexidade
das todas
sideral iluminado
jaz ao lado
do olho da lua
de máscara turva
sobre a face
wasil sacharuk
amor pimenta
amor pimenta 🌶️
que eu já não entendo
o amor faz coisas
que não sei explicar
o amor adentra
por janelas abertas
o amor sopra vento
rasga raio e tormenta
amor-pimenta
amor-safadeza
das vontades intensas
esse amor clandestino
amor-espinho
amor-singeleza
das coisas pequenas
esse amor-passarinho
o amor sente coisas
que cortam por dentro
o amor tem asas
que me fazem voar
o amor se inventa
por palavras incertas
o amor canta o tempo
feito em música e letra
amor-pimenta
amor-safadeza
das vontades intensas
esse amor clandestino
amor-espinho
amor-singeleza
das coisas pequenas
esse amor-passarinho
wasil sacharuk
SACHARUK - QUID PRO QUO Full - poesia falada spoken word
SACHARUK - QUID PRO QUO
Há vídeos que não apenas assistimos, mas que sentimos "cortar por dentro". A nova compilação de poesia falada de Wasil Sacharuk é um desses raros momentos de entrega absoluta à palavra.
Em uma performance que transita entre o visceral e o sideral, o poeta Wasil Sacharuk nos convida a mergulhar em uma compilação de spoken word que é, ao mesmo tempo, um abraço e um abismo. Sacharuk transforma o vídeo em um palco onde o amor, o vazio e a própria existência são dissecados sob a luz da poesia.
O vídeo apresenta uma sequência de poemas que funcionam como estações de uma jornada interior. A obra culmina em reflexões sobre a ancestralidade e a conexão física, onde o humano se funde ao animal em metáforas de pura paixão.
Navegando entre o amor clandestino e a perplexidade das coisas finitas, o poeta nos lembra que "o amor se inventa por palavras incertas" e que a poesia é a energia que dá nexo à nossa causalidade. Se você busca um refúgio literário que une emoção e técnica de performance, este vídeo é sua próxima parada obrigatória.
"O amor se inventa por palavras incertas. O amor canta o tempo feito em música e letra."
"Todo nada esvazia repleto, transborda tão cheio de vazios incompletos."
"Pois ela é energia precipitada da poesia ou desprendida do sexo com amor e verdade. Então é o nexo da minha causalidade."
"Tuas mãos sem segredos seguram as minhas num dia abençoado pelo sol da poesia."
Vale assistir a esta compilação não apenas pela beleza dos versos, mas pela experiência sensorial da performance. Wasil Sacharuk prova que a poesia falada é uma ponte necessária entre o que sentimos e o que conseguimos, finalmente, dizer. É um conteúdo indispensável para quem busca na literatura um espelho para suas próprias "vontades intensas".
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espere-me
espere-me
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alívio busca o alívio pelo sangue que jorra dos buracos de faca nesse mar gosma verde nesse século de sede num dia de ressaca busca o alív...
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um lugar quando esse frio for embora quando essa chuva passar entre as canecas de café haverá para nós um lugar a laguna d...
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vagos vinténs vaga vasta vivos vãos variante vacilo vácuo! ventos virão virarão vendavais valentes vertentes varrerão vilipêndios varrerão...