domingo, 14 de setembro de 2025

cortejo das falenas

 cortejo das falenas


avistei tua nudez pelas matas
tal andarilha sonâmbula
de deliberações inexatas
junto às borboletas falenas

ao longo das tuas omoplatas
pousei minhas mãos trêmulas
na textura frágil compacta
deslizaram lentas efêmeras

percorri tuas curvas fêmeas
carícias caíram em cascatas
e o seio de mamas gêmeas
enfeitiçou-me aos olhos

seguiram desde os ombros
ao mar de areias morenas
aos teus gentis territórios
adentrei com gana pirata

poesia lasciva e obscena
vertida da boca insensata
lavou-te as feições sarracenas
com partículas de luzes aladas

ocultei nas palavras serenas
tuas tantas belezas fartas
dos encantos de formas helenas
descrevi figuras abstratas

wasil sacharuk





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