cueiros pandos

 cueiros pandos

andei por aí
de cueiros pandos
perdido no encanto
da velha diamba

ah poderia ser bamba
se um dia o pranto
perdesse guarida
para sambar na avenida

quem me conhece
e lê minha poesia
não esquece
que odeio carnaval
não faço prece
odeio hipocrisia
desencano desafino
acho tudo normal

logo derramo poema
assim meio sem tema
meio sem trégua
sem esquema
e sem régua
pois nenhum dilema
me cala ou me cega

já contei a história
consulta tua memória
que andei por aí
de cueiros pandos
perdido no encanto
da velha diamba

de onde ninguém volta
lá a coisa rola solta
tem água benta atômica
misturada com vodka
capim do diabo engov
palavra verso estrofe

wasil sacharuk



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