SACHARUK - OIGALÊ Full poesia falada spoken word

 

SACHARUK - OIGALÊ 

 O Renascer das Águas e da Poesia

 Em uma performance que transita entre o lirismo do pampa e a crueza da realidade urbana, o poeta Wasil Sacharuk entrega um relato emocionante sobre a finitude, a memória e a reconstrução necessária após a avalanche das águas.. Sacharuk começa com o "desenredo" da vida e a aceitação da morte, que "não guarda mistério, mas leva rumo tramposo". Ele utiliza um vocabulário rico em regionalismos (galdério, pingo, minuano, pilcha) para situar o espectador no rincão. 

O ponto de virada ocorre quando a poesia deixa o campo bucólico e mergulha na tragédia de maio. O poeta descreve com precisão cirúrgica o cenário de desespero: crianças nos telhados, militares com vozes embargadas e a "essência da vida a se destemperar líquida". É um testemunho histórico transformado em arte, onde o medo se transmuta em vontade de existir.

"A morte não guarda mistério, mas leva rumo tramposo, que derruba e nunca dá pouso."

"O que restou do nosso universo não enche um verso."

"De cada molécula de medo se fez uma nova vontade de existir."

"Das sementes da gratidão sempre brotará a nova coragem para recomeçar."

Vale assistir a esta performance não apenas pela beleza estética do Spoken Word, mas pela sua função social. Sacharuk não apenas declama; ele exorciza a dor coletiva e planta a esperança de que, mesmo após a destruição, a vida — e a praça — podem ter "novos brinquedos" e uma nova natureza.

"O que restou do nosso universo não enche um verso." 🌾

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