SACHARUK - GOTA SERENA
O Labirinto Sensorial de Wasil Sacharuk em "Gota Serena"
A Geografia do Corpo e o Estranhamento Poético em uma performance que funde o canto melancólico à crueza do spoken word, Wasil Sacharuk apresenta um mosaico de existencialismo e regionalismo, onde o vento minuano sopra verdades e os demônios internos sentam-se à mesa para ouvir poesia.
Uma jornada não linear que começa com a desorientação do eu — "Andei e não cheguei a lugar algum" — e evolui para uma aceitação profunda das contradições humanas. Wasil navega por referências que vão de Caetano Veloso a Raul Seixas, ancorando sua lírica em elementos táteis: o frio do sul, a marafa, o isqueiro roubado e a "geografia do corpo". Os temas centrais orbitam a busca pela identidade, a necessidade do silêncio como ferramenta de aprendizado e a função da poesia como um "estranhamento" necessário para romper a rotina.
"Andei e não cheguei a lugar algum... estive em busca de mim e no fim estive ausente."
"O amor não é escolha, é geografia do corpo, é o lugar onde se nasce sem ter pedido para nascer."
"A ferida é o único lugar onde a gente ainda respira quando tudo mais sufoca."
"Preciso que a poesia imersa no estranhamento me conte as novidades... duvide das minhas verdades."
Wasil Sacharuk não oferece respostas fáceis; ele convida o espectador a ser, como ele, um "aprendiz de silêncios". É uma obra essencial para quem busca na poesia mais do que rimas, mas um espelho para os próprios abismos.
"O amor não é escolha, é geografia do corpo." 🍷✨
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