domingo, 21 de setembro de 2025

estrelas calaveras

  estrelas calaveras


no pampa estendido pela distância
tomo o mate das buenas lembranças
de cupincha com a canha maleva
recordo da china mais bela
sentada afagando o guaipeca
no cepo defronte à tapera

eu chegava encostando costelas
grudado que nem carrapicho
sequer esperava a índia
esquentar a bóia bendita
e cobria de mel o cambicho
daquela chinoca bonita

um regalo escolhido a capricho
comprado lá na fronteira
um novo corte de chita
ou qualquer outra fazenda
que deixasse o tranco da prenda
macanudo a cada visita

de já eu encilho o futuro
no más meu chapéu eu penduro
num prego pelo barbicacho
descanso a bombacha e as botas
tenteio o facho num rancho
no quarto distrito de Pelotas

num trago eu afogo as queixas
já que a saudade não deixa
dormir nesse frio sem arrego
contando estrelas calaveras
que apartaram dos velhos pelegos
a minha xirua faceira

wasil sacharuk 






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