estrelas calaveras
no pampa estendido pela distância
tomo o mate das buenas lembranças
de cupincha com a canha maleva
recordo da china mais bela
sentada afagando o guaipeca
no cepo defronte à tapera
eu chegava encostando costelas
grudado que nem carrapicho
sequer esperava a índia
esquentar a bóia bendita
e cobria de mel o cambicho
daquela chinoca bonita
um regalo escolhido a capricho
comprado lá na fronteira
um novo corte de chita
ou qualquer outra fazenda
que deixasse o tranco da prenda
macanudo a cada visita
de já eu encilho o futuro
no más meu chapéu eu penduro
num prego pelo barbicacho
descanso a bombacha e as botas
tenteio o facho num rancho
no quarto distrito de Pelotas
num trago eu afogo as queixas
já que a saudade não deixa
dormir nesse frio sem arrego
contando estrelas calaveras
que apartaram dos velhos pelegos
a minha xirua faceira
wasil sacharuk