sexta-feira, 10 de outubro de 2025

verve

 verve


larguei minhas rimas por um dia para escrever prosa poética
a dita é mais imagética não levo jeito para isso um enguiço 
e não me surpreende não sou o Celso Mendes
mas isso não me abate pois sou poeta do tipo que liga batatinha quando nasce com tomate e alface
daí não dá briga é só o enlace
poeta que rima tem a rima como guia e a danada é que manda na maldita poesia
coisa de quem considera o leitor
que sempre espera algo além do chavão de juntar amor com dor
coisa sem sabor
a tal prosa poética favorece o fluxo e também o refluxo
e incita uma veia profética meio descabida patética e aflita
talvez um dia a poesia me deixe como peixe fora d'água e eu me abrace com a prosa
mas de rosa não sei falar
nem de deus, carnaval, natal, papai noel e rei momo
o que digo não cabe no céu e nem no mundo abissal
não sou poeta do tipo que escreve o que vive ou que vive o que escreve mas do tipo que junta o arquivo e a verve
é a verve... é a verve

wasil sacharuk




 



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