Capuchinho
vermelho era o pecado
tingido na vã inocência
ela andava só sem licença
trazia doces confeitados
de sabores atávicos
no seu cesto de enlaces
os sonhos de chocolate
deleites aos vícios
e um caderno riscado
com versos rasgados
falantes de falos
e orifícios
perseguia o auspício
de desafiar o velho lobo
seduzido ao escopo
de logo comê-la
de logo comê-la
e assim a pequena
melindrada cobria a cabeça
no rubro pano
que a desonra do engano
jamais lhe apareça
wasil sacharuk