antropófaga
faminta
ela vinga nas matas
encara o vento
o olho do sol
mastiga raízes
engole os frutos absurdos
que repelem a dor
indelicada alquimia
dos elementos
esparadrapo e unguento
para chagas e cicatrizes
antropófaga
bebe um copo de sangue
e insensata devora
os próprios músculos
desde o crepúsculo
até uma próxima aurora
quando raiar novo amor
wasil sacharuk