de tanto voar
ele brincou sozinho
com palitos de fósforo
e embalagens vazias
legítimo arquiteto
do seu mundo disperso
acompanhou passarinhos
de um helicóptero
com hélice de polia
e girou torvelinho
sobre uma cobertura
feita de papel
do alto do céu
estudou a geografia
inventou a arquitetura
das praias e das casas
da cidade e suas ruas
de tanto voar criou asas
planou na envergadura
no último voo rasante
espatifou-se na poesia
wasil sacharuk