flores n'água
falsos amores bizarros
seduzidos e consumidos
nenhum deles foi caro
perecíveis tal flores
fugazes como os sabores
facilmente esquecidos
depois de provados
falsos amores frustrados
dilacerados rendidos
serviram como escravos
minha alcova de horrores
só ingênuos impostores
pretensiosos perigos
fatalmente enganados
convencidos e fascinados
tanto heróis ou bandidos
no fundo meros atores
canastrões amadores
parasitas nocivos
e foram só patrocínio
de subvenções e agrados
as flores mantenho n'água
só para vê-las murchar
no vaso regado de mágoas
catando a luz pelo ar
wasil sacharuk