segunda-feira, 6 de outubro de 2025

língua do sol

 língua do sol 


expande
            moléculas do ar
aprende 
                    com aquilo que sente
                           e com o que falta
escuta o arrebol
    que rasga o véu
            e declina na mata

inspira prende solta
             língua solta
          olhar ausente
imita as correntes
das águas do mar

escapa                   
da razão eloquente
e após desacata
as benesses do bem
as maldades do mal

                   no final
não resta um vintém
as crendices são mortas
esconde as tolices
depois fecha a porta

inspira prende solta
             língua solta
          olhar ausente
imita as correntes
das águas do mar

aprende a amar
se amar vale a pena
declama um poema
na língua do sol

wasil sacharuk





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