língua do sol
expande
moléculas do ar
aprende
com aquilo que sente
e com o que falta
escuta o arrebol
que rasga o véu
e declina na mata
inspira prende solta
língua solta
olhar ausente
imita as correntes
das águas do mar
escapa
da razão eloquente
e após desacata
as benesses do bem
as maldades do mal
no final
não resta um vintém
as crendices são mortas
esconde as tolices
depois fecha a porta
inspira prende solta
língua solta
olhar ausente
imita as correntes
das águas do mar
aprende a amar
se amar vale a pena
declama um poema
na língua do sol
wasil sacharuk