Mostrando postagens com marcador ERRANTE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ERRANTE. Mostrar todas as postagens

alma nas paredes

 alma nas paredes


aqui é cinzento nessas casas lindas do século XVIII suas paredes têm alma aqui são tristes passam calmas as noites frias e dos úmidos dias apenas ouço os murmúrios 
aqui é escuro profundo tal poço as cores sombrias perpassam os olhos intrusos que me habitam
aqui é cinzento nessas casas lindas do século XVIII eu ainda te vejo vejo para sempre

wasil sacharuk





errante

 errante


vi o amor sereno
gravar versos nas tábuas d'alma

vi o dia de calma
desconheci as alturas e as quedas
entre as estrelas e o piso
impensados movimentos
invariavelmente imprecisos

vi a força do vento
refrescar o sorriso de dentes de pedra
e de corte diamante
que rompeu horizontes das fronteiras
entre vida e morte do céu e da terra

vi o nada que espera
além do norte e doutras esferas
onde habitam extintos mamutes urubus e elefantes

vi teus olhos distantes
a esconder vagalumes
que apagam e acendem luzes incertas
brilhando fortes nos meus versos

vi os sonhos dispersos
no meu planeta conciso
tal marés violentas á deriva da sorte
navegando errantes
 distantes do que chamei paraíso

wasil sacharuk