estranha florista
a estranha florista
pedala a bicicleta
atravessa a floresta
tanto chão pela frente
mas o universo conspira
da vertente
jorra água cristalina
ela pode beber
também pode banhar
a natureza é justa
o tempo infalível
organiza tudo
no devido lugar
ela aprende
o que a vida ensina
quando ouve as pedras
logo diz para as flores
que coisas pequeninas
podem ser muito belas
e só ela percebe
quando a rosa calada
chora suas feridas
e despetalada
se despede da vida
pela estrada
seu amor corre líquido
rega em luz seu espírito
para acender madrugadas
wasil sacharuk