sexta-feira, 10 de outubro de 2025

ausência

  ausência

poesia tão minha foi embora
jurou voltar nunca mais
levou sua escova de dentes
saiu pela porta da frente

não restou um resquício da paz
dos amores e dores de outrora
jogou suas malas lá fora
foi atracar noutro cais

restaram os versos recentes
desnorteados e inconsequentes
ecoantes estrofes abissais
dissonantes rimas simplórias

não sei o que faço agora
pois já fui um poeta capaz
minha verve sangra doente
a esperar pela musa ausente

e se ela voltar nunca mais
viverei das nossas histórias
a secar a saudade que chora
a falta que ela me faz

wasil sacharuk








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