SACHARUK - AMÁLGAMA Full - poesia falada spoken word



SACHARUK - AMÁLGAMA

Uma Imersão na Poesia de Wasil Sacharuk

Você já sentiu que sua mente dança enquanto seu corpo pede descanso? A poesia de Wasil Sacharuk captura exatamente esse conflito humano entre a eternidade do pensamento e a fragilidade da carne.

No vídeo "Amálgama", somos confrontados com a necessidade de aceitar nossa natureza selvagem e a falta de controle sobre os dias.

Wasil Sacharuk nos convida a um mergulho introspectivo através de uma performance que une a crueza da existência à delicadeza da linguagem. Em uma sequência de poemas que exploram a aceitação, a memória e a própria natureza do fazer poético, Sacharuk reafirma seu lugar como uma das vozes mais potentes da poesia contemporânea brasileira.

Começa com um chamado à aceitação do "bicho selvagem" que habita em nós, aceitando vícios, vaidades e a finitude. Segue para uma luta contra a cronologia em "Desconstrução", onde o eu lírico tenta reforçar as portas contra o fluxo inevitável do tempo. A obra também define a poesia não como um adorno, mas como um "amálgama do mundo", essencial para evitar o "absurdo de querer-se mudo".


"Aceita-te assim, bicho selvagem, sem maldades, pouca bagagem, nenhum controle."

"Andei contra a ordem do tempo, revivendo lembranças remotas."

"Absurdo é querer-se mudo. Absurdo é querer-se surdo. Absurdo é querer ser cego."

"Essa lida nutre um vício pelo ofício da linguagem."

"A mente dança sobre a carne. A moléstia dolorida."

Wasil Sacharuk não entrega respostas prontas, mas oferece sua própria "lida" com a linguagem como um remédio para a vertigem da vida.

Em tempos de tanta pressa, ouvir versos como "Andei contra a ordem do tempo, revivendo lembranças remotas" nos faz repensar como estamos construindo nossa própria história. É uma arte que incomoda e cura ao mesmo tempo.

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