amor de milonga

 amor de milonga


quero amor refratário
que decanta milonga
e se banha no Prata
quero amor sem bravatas

quero o amor sem a zanga
que não desfia rosário
verte livre do estuário
e descansa nas sangas

amor perdido nas matas
das cidades cinzentas
exala cheiro pitanga
assovia com os canários

ao fim da tarde
entre o vinho e o mate
comigo o amor dança
ao canto do bentevi 
na lagoa dos patos

wasil sacharuk



anjos tocam falácias

  anjos tocam falácias jaz o silêncio instintivo detrás da porta do quarto jamais pergunte os motivos jamais sentencie meus atos arquiteto d...