amor de milonga
quero amor refratário
que decanta milonga
e se banha no Prata
quero amor sem bravatas
quero o amor sem a zanga
que não desfia rosário
verte livre do estuário
e descansa nas sangas
amor perdido nas matas
das cidades cinzentas
exala cheiro pitanga
assovia com os canários
ao fim da tarde
entre o vinho e o mate
comigo o amor dança
ao canto do bentevi
na lagoa dos patos
wasil sacharuk
