infernos que jorram de ti
que persigas luzes na vida
riscando rumo num traço
de fatal poesia
onde plantarás flores
daquele tipo que brota
das sementes sagradas
dos medos rancores
verdades remotas
nessas tuas catarses
infernos que jorram de ti
enquanto escreves
mundo que crias
onde queres
teu descanso em paz
teu olhar se insere
no espelho da lua
enquanto brilhas
nos vãos das galaxias
mundos abissais
que se formam
nos cruzeiros das ruas
nos teus puteiros
e nas tuas catedrais
que persigas luzes na vida
riscando rumo num traço
de fatal poesia
onde lapidarás cores
nas nuanças mais brutas
das tuas pedras lascadas
teus rochedos, temores
entidades mortas
que não mostram a face
infernos que jorram de ti
enquanto escreves
mundo que crias
onde queres
teu descanso em paz
teu olhar se reflete
nas palavras mais cruas
enquanto teces
versos a revelia
sobre as cores do dia
que se formam
quando o sol se insinua
talvez dia inteiro
ou talvez nunca mais
wasil sacharuk