cansada de doer
lança-te a mim demônio
come tudo mastiga e engole
logo regurgita-me por intriga
não importa se não suportas
o fardo do amor
ainda me fazes a mais bonita
a mais maldita a mais mulher
amordaça-me malfeitor
sacia a fome que sinto de ti
vivo cansada de doer
por teu amor
monstro cruel
a ti interessa
castigar-me sem pressa
tua cegueira te guia
ao veneno do fel
e assim sou teu fim
lança-te a mim demônio
o quanto quiseres
o que for preciso
eu te aguento
estou preparada
estende tua onda furiosa
de impiedoso inverno
congela-me o ar
vivo cansada de doer
por teu amor
tuas garras meus pulsos
ao prazer de sangrar
vivo cansada
de doer
por teu amor
wasil sacharuk