flor bruta
resta a secae a vida agoniza
sua dor espinhosa
com coragem
resta a seca
após a estiagem
quando despencam
pingos esquálidos
resta a seca
nos restos pálidos
a penúria dos rios
resta a seca
após a estiagem
quando despencam
pingos esquálidos
resta a seca
nos restos pálidos
a penúria dos rios
chora vertentes
de versos áridos
de versos áridos
mas tu
flor bruta
do mandacaru
quando a lua te mira
irrompes atrevida
teu cálice perfumado
do verde botão
mas tu
flor bruta
do mandacaru
guarda seiva da vida
efêmera e linda
do cacto indelicado
irrompido
do sertão
wasil sacharuk