sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

ícaro negro

 ícaro negro 


 madrugada
teus cabelos ocultos
pelo capuz negro
tu avançaste
pelas ruelas
escuras alagadas 

despencaram as águas 
 no chão de pedras
 um sopro de vento
 contou mistérios 
 ao silêncio dissonante 

por breve instante
 cessou todo o medo
fundiu os lados 
nem dentro 
nem fora 

surgiste
 plena de glória
 da margem do precipício
  asas abertas ao mundo 
 corajoso pássaro
desafiou as alturas
em nome da liberdade

madrugada
teus véus noturnos
 deslizaram entre becos
lâminas de chuva 
e sombra  

 serpentearam as águas 
sussurraram as pedras 
quando o vento entoou
cânticos ocultos
o silêncio pulsou 

o instante eterno
  o medo dissolvido 
diluiu as fronteiras
nem céu
nem chão 
 
e então...  

[Refrão]
surgiste! 
tal Ícaro negro
das brumas do abismo
asas de ébano
 e de fogo rasgaram
 a noite infinita

nenhuma corrente
 te prendeu
mais nenhum véu
 te cobriu
quando a liberdade
finalmente ecoou 
no vazio

wasil sacharuk 



anjos tocam falácias

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