quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

dama do xadrez

 dama do xadrez 


cunhã bailarinava
tal a dama do xadrez
percorria os lados
ocupava os espaços
saltava tantos
de uma só vez

seminua perambulava
descaminhos da noite
ao covil desses homens
dos brios rachados
e dos toques gelados
vergão de açoite

ela dançava
tanto linda quanto louca
a sensual mímica da boca
entoava a toada

era ela e mais nada
índia mais linda da tribo
coisa mais sem sentido
morrer de morte matada

e seu canto
ninguém ouviu

seminua perambulava
descaminhos da noite
ao covil desses homens
dos brios rachados
e dos toques gelados
vergão de açoite

cunhã bailarinava
dama do xadrez
a mais bela da tribo
dançava sem parar
coisa mais sem sentido
morrer depois de dançar

wasil sacharuk



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