sábado, 3 de janeiro de 2026

docemente

 


docemente

a morte beijou-lhe os lábios
tão docemente

o sangue verteu-se em regato
tão docemente

um demônio tomou-lhe o corpo
docemente
ao vento
seu último sopro

foi tão docemente

que o anjo entregou-a ao sábio
e o destino zombou tanto ingrato
o eterno atracou ao seu porto
a finitude lançou-a ao espaço

docemente
arrastaram-na sem correntes
a vida desfeita num laço

e ela pode partir
tão docemente

sem dor ou lamento
docemente
tão docemente
um beijo da vida
no ponto final

wasil sacharuk



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