quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

autoamor singular

 



autoamor singular


desatou-se das dores
a maria
expulsou a amargura
e a violência
para longe
do seu barraco

finalmente entendeu
a Maria
que o amor
não quer desavenças
que quando
não tem poesia
é só simulacro
que a vida
não tem que ser dura
que o brilho
não deve ser fraco

cultivou novos dias
a maria
de um autoamor singular

que ocupa os espaços
pode cantar
pode dançar
sua melhor companhia
conduzir os seus passos

agora se encanta
a maria
do tanto que o amor
tornou-se vasto

desatou-se das dores
a maria
expulsou a amargura
e a violência
para longe
do seu barraco

esqueceu o desamor
que a matava
mentia e abraçava
só para lhe abusar

maria reinventada
liberta do sofrimento
deixou de viver de esperança
tornou-se empoderada

wasil sacharuk 



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