amor abandono
ele desconheceu o impossível
desafiou tempo e espaço
Semeou no solo escasso
para provar seu poder
pelo simples saber fazer ser
a seu critério
lançou sementes
ao chão estéril
e logo fez chover
crescida
sua árvore do desejo
no tempo oportuno
gerou frutos doces
que lhe desceram
pela garganta
ao sobejo
a árvore esgotada
não mais o satisfez
nem sua intimidade
nem seu olhar
a árvore
do amor abandono
alheia à mão que a plantou
frutificou só por ser
sua natureza selvagem
vingou pelas matas
livre indiferente
silvestre
ele semeou o impossível
colheu o seu próprio vício
a árvore que plantou
não lhe pertence mais
ele semeou o impossível
colheu o seu próprio vício
a árvore que plantou
não lhe pertence mais
wasil sacharuk
ele semeou o impossível
colheu o seu próprio vício
a árvore que plantou
não lhe pertence mais
wasil sacharuk