arcano zero
andarilho
bobo da corte
verso fútil no caminho
pedinte da própria sorte
de um parco naco de pão
e um cálice de vinho
arcano da branca rosa
da liberdade e da prosa
da trouxa de conhecimentos
ainda não conquistados
sob o firmamento
andarilho
bobo da corte
dos cães vadios enroscados
à barra das calças
engole borboletas
que anunciam a morte
sobrevoam a miséria
da vida obsoleta
sobre campos adubados
pelos restos da matéria
andarilho
pão e vinho
Bobo
engole borboletas,
morre de liberdade
morre de lamentos
wasil sacharuk