facas de savanas
minha essência
é afloramento
perceptivo a tudo
sou jovem felino
à luz da lua
a sair da gruta
ando a farejar
pelos ventos
cá estou
no teu recinto
e a pergunta é
devoro-te poeta?
mas teus versos
facas de savanas
têm cheiro de sangue
carne fresca
sangue derramado
farejam a mim
com olhos âmbar
garras de metáfora
devoro-te poeta?
ou me capturas?
entre as garras
entre as metáforas,
quem é caça
quem é caçador?
aquilo que rasga a pele,
devora em versos
devora sem dor
wasil sacharuk