sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

facas de savanas

 facas de savanas 


minha essência
é afloramento
perceptivo a tudo
sou jovem felino
à luz da lua
a sair da gruta
ando a farejar
pelos ventos
cá estou
no teu recinto

e a pergunta é
devoro-te poeta?

mas teus versos
facas de savanas
têm cheiro de sangue
carne fresca
sangue derramado
farejam a mim
com olhos âmbar
garras de metáfora

devoro-te poeta?
ou me capturas?

entre as garras
entre as metáforas,
quem é caça
quem é caçador?
aquilo que rasga a pele,
devora em versos
devora sem dor

wasil sacharuk   



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