destroços
quis saber o que ocorre na mente
então deixei sementes brotarem
para contemplar a expressão
cada oportunidade conquistada
e cada verdade submetida
ao crivo da razão
foram tantas tentativas
quantas possíveis
em todos os níveis do discernimento
esgotei meus argumentos
dediquei instantes significativos
a provar do semblante aflitivo
e do grito por solução
meditação e observação
estive obcecada pela questão
qual nascente das atitudes
de onde brotam pensamentos?
para onde vão
depois que passam por aqui?
procurei a vida já pronta
manufaturada
na despensa
nas latas
quinquilharias
catei destroços
nos vestígios
da confusão
mantive na mira o controle da ira
nada religioso ou sobrenatural
era busca do gozo pelo domínio mental
trouxe a dinâmica na guia
e o escrutínio de raciocínios insanos
jogados em meio
às reações e anseios
comi dos restos junto aos cães
fingi pensar
flagrei-me pensada
atolada na lama das pré-concepções
mergulhada no centro
da chama das ilusões
no intento o cotidiano clamou socorro
perdeu o curso sereno
tudo revirado tão depressa
das soluções caducas
perdidas em hesitação
o mundo ficou cheio
e nem tentou fazer as pazes
foi apenas um sistema esclerosado
e portanto decadente
os dentes da engrenagem
não suportaram tantas resoluções
complexamente abstratas
procurei a vida já pronta
manufaturada
na despensa
nas latas
quinquilharias
catei destroços
nos vestígios
da confusão
wasil sacharuk