sábado, 31 de janeiro de 2026

destroços

 destroços 


quis saber o que ocorre na mente 
então deixei sementes brotarem 
para contemplar a expressão 

cada oportunidade conquistada 
e cada verdade submetida 
ao crivo da razão

foram tantas tentativas 
quantas possíveis 
em todos os níveis do discernimento 

esgotei meus argumentos  
 dediquei instantes significativos 
a provar do semblante aflitivo 
e do grito por solução

meditação e observação 
estive obcecada pela questão 
 qual nascente das atitudes
 de onde brotam pensamentos? 
para onde vão 
depois que passam por aqui?

procurei a vida já pronta 
manufaturada
 na despensa
nas latas
quinquilharias 
catei destroços 
 nos vestígios 
 da confusão

mantive na mira o controle da ira
 nada religioso ou sobrenatural 
era busca do gozo pelo domínio mental

trouxe a dinâmica na guia
 e o escrutínio de raciocínios insanos 
jogados em meio 
às reações e anseios
 comi dos restos junto aos cães

fingi  pensar
 flagrei-me pensada 
 atolada na lama das pré-concepções 

mergulhada no centro 
da chama das ilusões 
 no intento o cotidiano clamou socorro 
 perdeu o curso sereno 
tudo revirado tão depressa

das soluções caducas
 perdidas em hesitação 
o mundo ficou cheio 
e nem tentou fazer as pazes 
foi apenas um sistema esclerosado 
e portanto decadente 

os dentes da engrenagem 
não suportaram tantas resoluções 
complexamente abstratas

procurei a vida já pronta 
manufaturada
 na despensa
nas latas
quinquilharias 
catei destroços 
 nos vestígios 
 da confusão

wasil sacharuk









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