domingo, 3 de maio de 2026

SACHARUK - HIPOTENUSA Full - poesia falada


SACHARUK - HIPOTENUSA 

Hipotenusa da Alma: Wasil Sacharuk e a Poesia que Recusa o Ângulo Reto

HIPOTENUSA nos conduz por uma jornada onde a matemática encontra a melancolia. O poema abre com uma metáfora geométrica poderosa: a vida como uma hipotenusa, uma linha que foge do óbvio, do "ângulo reto", para se perder em rimas mal inclusas e sonetos que se desdobram em quartetos de dor.

A obra é um mosaico de reflexões sobre a identidade, a feminilidade inteira e a finitude. Wasil transita entre a rigidez dos catetos e a fluidez do vento, descrevendo uma mulher que "não se dá em pedaços" e que conhece a própria sombra. Há um mergulho profundo na solidão e no tempo, onde o poeta se vê reduzido a "sonoros substantivos", alimentando-se da própria palavra para sobreviver ao vazio.

 Wasil humaniza conceitos abstratos. Ele não apenas diz; ele atravessa os versos "olhos adentro". É uma obra essencial para quem busca uma poesia que não se rende ao óbvio e que celebra a beleza da imperfeição e da integridade humana. Ele nos fala de uma escrita que recusa o óbvio e de uma busca incessante pela palavra "pelada das roupas, das crenças e das ciências".

Wasil nos lembra que, no fim, talvez sejamos feitos apenas de palavras, mas são essas palavras que nos alimentam e nos permitem sapatear com o verbo diante do tempo insano.

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"O vazio grita mais alto que qualquer voz."
"A beleza é domesticável. Ela é a mulher que conhece a própria sombra e não a nega."

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