sol ensimesmado
o sopro da noite
destrava a cancela
do cavalo confinado
bicho selvagem alado
em disparada cabal
atravessa o açude
amiúde
a lua se vinga
mas nunca desama
abraça a luz que encanta
quando o sol
fica ensimesmado
a respirar as palavras
a suspirar os sentidos
o vento da noite abana
as águas que banham
os pés delicados
tilinta o cristal
e os lindos sapatos
decolam pelo ar
apesar
que a lua mingua
e nunca desmancha
é risco de luz que avança
quando o sol
fica lá do outro lado
a respirar as palavras
a suspirar os sentidos
wasil sacharuk
atravessa o açude
amiúde
a lua se vinga
mas nunca desama
abraça a luz que encanta
quando o sol
fica ensimesmado
a respirar as palavras
a suspirar os sentidos
o vento da noite abana
as águas que banham
os pés delicados
tilinta o cristal
e os lindos sapatos
decolam pelo ar
apesar
que a lua mingua
e nunca desmancha
é risco de luz que avança
quando o sol
fica lá do outro lado
a respirar as palavras
a suspirar os sentidos
wasil sacharuk