magnífica
desnutri os tolos preceitos
diluí a razão das temáticas
foste tu recoberta de tintas
ao torpor da frieza realista
encobri manchas fálicas
cores primárias ao peito
capturas de formas e gestos
linguagem nua sem retórica
desprezei paisagens cinzentas
as mortes brancas e pretas
desenhei uma fala drástica
nos lábios vermelhos sedentos
misturei nas tintas meus restos
derramei as vontades pictóricas
fiz suave o atrito das cerdas
a lamber tuas entranhas malditas
e te descrevi tão explícita
na orgia do meu manifesto
ventre aberto inconfesso
donde irrompes mulher magnífica
wasil sacharuk