domingo, 30 de novembro de 2025

magnífica

 magnífica 


desnutri os tolos preceitos
diluí a razão das temáticas
foste tu recoberta de tintas
ao torpor da frieza realista

encobri manchas fálicas
 cores primárias ao peito
capturas de formas e gestos
linguagem nua sem retórica

desprezei paisagens cinzentas
as mortes brancas e pretas
desenhei uma fala drástica
nos lábios vermelhos sedentos

misturei nas tintas meus restos
derramei as vontades pictóricas
fiz suave o atrito das cerdas
a lamber tuas entranhas malditas

e te descrevi tão explícita
na orgia do meu manifesto
ventre aberto inconfesso
donde irrompes mulher magnífica

wasil sacharuk







anjos tocam falácias

  anjos tocam falácias jaz o silêncio instintivo detrás da porta do quarto jamais pergunte os motivos jamais sentencie meus atos arquiteto d...