poesia dos desadornos
ela ama as coisasque assaltam os poros
que perfuram a pele
que podem voar ultraleve
mesmo na queda dura
ela toca sua rosa
sente os espinhos
a dor e a textura
as entregas gostosas
límpida laguna
para mergulhar
poesia dos desadornos
declamo sem ar
aos cumes do seu corpo
que expande e amingua
ela ouve os acordes
sinfônicos do violino
quando meus dedos finos
quedam seus lóbulos
poisam em seus lábios
ela ama a mão hábil
espalmada em sua nuca
quando o desejo ardente
destrava os seus dentes
entreabre sua boca
e explora recônditos
na ponta da língua
desenho contornos
ela ouve os acordes
sinfônicos do violino
quando meus dedos finos
quedam seus lóbulos
poisam em seus lábios
ela ama a mão hábil
espalmada em sua nuca
quando o desejo ardente
destrava os seus dentes
entreabre sua boca
e explora recônditos
poesia dos desadornos
que faz desaguar
a ânsia das vertentes
na ilha entre suas pernas
sua flor desabrocha
suplica que eu a contemple
wasil sacharuk
sua flor desabrocha
suplica que eu a contemple
wasil sacharuk