domingo, 30 de novembro de 2025

poesia dos desadornos

  poesia dos desadornos

ela ama as coisas
que assaltam os poros
que perfuram a pele
que podem voar ultraleve
mesmo na queda dura

ela toca sua rosa
sente os espinhos
a dor e a textura
as entregas gostosas
límpida laguna
para mergulhar

poesia dos desadornos
declamo sem ar
aos cumes do seu corpo
que expande e amingua 
na ponta da língua
desenho contornos

ela ouve os acordes
sinfônicos do violino
quando meus dedos finos
quedam seus lóbulos
poisam em seus lábios

ela ama a mão hábil
espalmada em sua nuca
quando o desejo ardente 
destrava os seus dentes
entreabre sua boca
e explora recônditos
 
poesia dos desadornos
que faz desaguar
 a ânsia das vertentes 
na ilha entre suas pernas
sua flor desabrocha
suplica que eu a contemple

wasil sacharuk







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