harpia
és a virgem mais bela
que dança nos rochedos
sobrevoas cadeias
tal ave insana
guardiã da ilha
dos segredos
pelos bancos de areia
ouvi o encanto
da tua cantoria
voz que suplanta
o eco dos gritos
tua imagem profana
habita minha fantasia
sacrifício dos ritos
deusa dos mitos
entrave às logias
doce ambrosia
nos lábios contritos
embriaguez dos bardos
versos sussurrados
em saraus de poesia
teu canto me devora
tua voz me encadeia
és a morte que chora
a vida que me nega
ninfa dos medos
aos corações embarcados
que chegam ofegantes
pelos teus zelos
és a harpia
que convida
à morte aflita
Afrodite te deu
penas negras
o universo de pedra
fez a ti confinada
a eterna espera
e nenhum deus
nenhum outro Odisseu
silenciará teu canto
com ouvidos de cera
minha garganta rasgada
minha alma ferida
entrego-te a vida
nas tuas unhas afiadas
teu canto me devora
tua voz me encadeia
és a morte que chora
a vida que me nega
minha garganta rasgada
minha alma ferida
entrego-te a vida
nas tuas unhas afiadas
teu canto me devora
tua voz me encadeia
és a morte que chora
a vida que me nega
wasil sacharuk