colibri
beijar-te as flores febris
eis o que sempre eu quis
fazer fraquejar calafrios
poisar-me em ti colibri
beber-te néctar do céu
margaridas e flors de mel
vermelhas rosadas cordelis
de amores e sabores anis
na secura de um galho senil
espinhei meu poema sombrio
a esperar os teus versos gentis
de seiva de tronco de fel
de pólen espargido em papel
me fizeste deixar de ser gris
wasil sacharuk