sábado, 27 de dezembro de 2025

cantilenas

 

cantilenas

vejo de soslaio
os olhares estranhos
ora risonhos
ora tristonhos
enquanto traio
as parcas certezas

conviver é um ensaio
cortesias e delicadeza
hipocrisia tamanha
ora artimanha
ora inocência
e minha ignorância
sequer percebo

vejo um mundo placebo
 efêmeras cantilenas
morrem paixões amenas
por múltipla falência
esparramo reticências
nada tenho 
a ver com isso

cansei dos artifícios
padronizadas belezas
forjando segredos
que não me dizem respeito

vivo do meu jeito
ocupo minha vaga
deslizo meus dedos
sobre as chagas que encobrem
os meus próprios medos

wasil sacharuk





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